terça-feira, 4 de setembro de 2007



Einstein? nein!
Twain! Mark Twain!

POÉTICA QUÂNTICA

eia, pela teoria das proposições, a apofântica,
a que se propõe a disciplina poética quântica?
elementar, o dear Watson, à pura semântica!

e esse tal de termo 'quantum', que significa?
significa quantidade no jargão que magnifica,
istum est (latim) o 'mínimo' que se quantifica.

se há um mínimo, pois, o máximo haverá assim?
eu só uso meu ábaco para fazer cálculo chinfrim,
se eu dividir por zero teremos o infinito por fim!

diga-me, cá, ó pá! e, o tal do princípio de incerteza?
ó gajo, qu'este teu pá tem u'a conotação de sutileza,
(viva lá a natureza!), a teoria é d'uma única beleza!

o quantum é 1 verso, 2, ou mais versos são quanta,
e, por aí se vai, a quantificação (versejação) é tanta
que, até ao mais incrédulo leitor, a poética espanta!

como ela trata da mudança de gênero ou de estilo,
da espécie (soneto, ode, madrigal, etc), sem grilo?
aqui só posso dizer que consulte o auriga Mirtilo. (*)

tal como na teoria quântica há regras de transição,
ou seja, uma determinação (ma)temática prá ação,
que guia o versejador prá realizar sua composição.

nota do autor: esta lenga-lenga vai se prolongar
até que toda a glória do mundo venha a passar
(sic transit gloria mundi) ou a paciência acabar!

Moacir et Selena


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